As exigências profissionais, familiares e pessoais de hoje, implicam que a família nuclear e alargada cresçam desamparadas e desequilibradas, não permitindo que os valores sobre os quais assentam a sociedade – respeito, tolerância, amor, solidariedade, justiça, verdade, liberdade e responsabilidade – sejam aprendidos no seio familiar.
Assim, cuidando que as famílias têm direito ao respeito e apreço de todos, pelo papel indispensável, real e concreto que desempenham no equilíbrio e renovação da sociedade, privilegiamos o apoio às mesmas, acreditando que a constituição das famílias de forma estável e equilibrada são a melhor prevenção e antídoto natural contra a marginalidade, violência, toxicodependências e outros comportamentos disruptivos das crianças, adolescência e juventude.
Assim, e mais uma vez, acreditando que a comunidade de Aver-o-Mar será tanto mais humana, solidária e desenvolvida, quanto mais famílias estáveis e felizes houver, investimos na criação de serviços de apoio específicos, capazes de oferecer uma diversidade de respostas sociais que a seguir descrevemos:
Espaço Nós e os Avós:
O que são os G.I.P. (Gabinete de Inserção Profissional)?
São estruturas de apoio ao emprego que, em estreita cooperação com os Centro de Emprego, prestam apoio a jovens e adultos desempregados para a definição ou desenvolvimento do seu percurso de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.
Destinatários:
Desempregados, jovens ou adultos, que necessitem de apoio na resolução do seu problema de inserção ou reinserção profissional.
Serviços Prestados
Objectivo Geral: Apoio às vitimas de violência doméstica do concelho.
População Alvo: Vitimas de violência doméstica.
População Apoiada: 42 mulheres e 18 crianças.
Coordenação: Licenciada em Psicologia.
Técnica: Administrativa
É um espaço de apoio às Vitimas de Violência doméstica que conta com apoio social, jurídico e psicológico às vítimas da Cidade e Concelho. O apoio social é garantido por uma administrativa e uma psicóloga, quer no momento de intervenção em crise quer numa fase posterior em que as necessidades se prendem mais com o apoio jurídico, procura de casa e emprego com vista a assegurar a independência e autonomia das mesmas. O apoio jurídico é assegurado por um advogado que ofereceu os seus préstimos quando tomou conhecimento do trabalho que era realizado pela cooperativa. O apoio social às vítimas que procuram este espaço prende-se com alimentação nas situações de crise, encaminhamento para casas abrigo, procura de emprego e de habitação, no apoio à nova integração da vítima na sociedade e finalmente apoio psicológico às vítimas que ultrapassaram os momentos de crise mas que mantém as dificuldades em lidar com a situação.
Este espaço desenvolve ainda acções de sensibilização, em parceria com a Comissão de Protecção a Crianças e Jovens, Núcleo Hospitalar de Apoio a Crianças e Jovens em Risco e Instituto Drogas e Dependências.
Até à data, a cooperativa apoiou 55 vítimas de violência doméstica, todas elas do género feminino, e a 18 crianças acompanhadas pelas respectivas mães.